Sejamos honestos. Se você acha que a família Kennedy é a única dinastia americana com um olhar errante, você está vendo tudo errado. Os tablóides adoram retratá-los como a família real da América, repleta de drama. Catolicismo. Política. E não vamos ignorar o elefante na sala: os assuntos.
Não é apenas história. Em fevereiro de 2012, um ex-estagiário da Casa Branca deu um passo à frente. A história dela? Um interlúdio com o presidente John F. Kennedy. Já sabíamos que JFK tinha a reputação de olhar ao redor. Mas a trapaça não parou na porta do Salão Oval.
Veja Robert F. Kennedy. Alguns dizem que ele teve relacionamentos com Marilyn Monroe. Outros alegam que ele continuou com Jacqueline Kennedy após o assassinato de JFK. Isso é um fardo pesado para qualquer relacionamento. Depois, há Ted Kennedy. Em 1969, ele saiu da cena da Ilha Chappaquiddick, onde Mary Jo Kopechne se afogou. Ele a deixou sozinha em uma festa. Sua própria esposa, Joan, estava grávida na época. Apenas deixá-la em paz? Realmente?
Avançando para 2003. A filha de Bobby, Kerry Kennedy, passou por um divórcio público. Andrew Cuomo, o futuro governador de Nova York, descobriu seu caso de longa data com um amigo da família. Isso aconteceu porque eles nasceram ricos? Ou há algo mais profundo em jogo?
Por que as pessoas trapaceiam?
Há algo na água em Camelot? Provavelmente não literalmente. Mas estatisticamente, os Kennedy não são uma anomalia. Eles fazem parte de um enorme cluster.
Dados coletivos sobre comportamento de trapaça pintam um quadro confuso. Entre 20 e 40 por cento dos homens admitem adultério. Para as mulheres, é de 20 a 35 por cento. Esse não é um número pequeno. Na verdade, prova que a instituição do casamento tem como base a monogamia. A maioria das pessoas não trapaceia.
Veja casais namorando. Setenta por cento relatam trapaça. Isso é impressionante. Isso sugere que a infidelidade não se trata apenas de casamento. É sobre a natureza humana.
A pesquisa em psicologia do relacionamento relaciona o dinheiro à traição. Por que? Porque contas bancárias liberadas significam mais oportunidades. Mais acesso. Mais opções. Os Kennedy certamente tinham os meios. Mas o dinheiro causa o desejo? Ou apenas a chance?
A questão da herança
Descobertas científicas recentes apontam para uma explicação mais básica. A traição pode ser herdada.
Pense nisso. Transmitido pelos galhos de uma extensa árvore genealógica. Genes de Westchester de sangue azul. Foi por isso que tantos Kennedys se perderam?
Isso não é apenas fofoca. É um debate sobre natureza versus criação. Muitas vezes culpamos o meio ambiente. A pressão da vida pública. O tédio do poder. Mas e se a biologia desempenhar um papel maior?
O debate sobre o gene da infidelidade
Os cientistas ainda estão discutindo. Alguns apontam para marcadores genéticos específicos ligados a comportamentos de risco. Outros dizem que é puramente aprendido. Observe seus pais. Copie seus erros. É um ciclo.
Os Kennedys são apenas o exemplo mais famoso. Mas milhões de famílias têm histórias semelhantes. Eles não chegam às manchetes. Eles apenas vivem com as consequências.
Então, foi o dinheiro? O estresse? Ou algo escrito em seu DNA? Talvez nunca saibamos com certeza. Mas os dados sugerem que é uma mistura. Um perigoso coquetel de oportunidades, estresse e talvez, apenas talvez, biologia.
O que você acha? Trair é uma escolha ou uma predisposição? A resposta é importante. Isso muda a forma como vemos o casamento. Como nos vemos.
O debate continua. Os Kennedys mantiveram bem seus segredos por décadas. Mas a verdade tem um jeito de borbulhar. Como água. Ou talvez apenas genes.

A ideia de que o mau comportamento ocorre nas famílias muitas vezes parece uma desculpa conveniente. Ou uma tragédia.
Em outubro de 2011, uma equipe de antropólogos tchecos investigou a árvore genealógica Kennedy. O objetivo deles era simples. Eles queriam saber se a notória infidelidade de Robert, John e Ted Kennedy era uma maldição genética.
Eles entrevistaram 86 casais que coabitam. Eles analisaram a satisfação no relacionamento. Eles verificaram infidelidades passadas. Eles perguntaram sobre a infidelidade dos pais.
Os dados foram contundentes. A única ligação clara era entre pais e filhos. Se um pai traísse, era mais provável que seu filho fizesse o mesmo. Isso fazia sentido para os Kennedys. Joseph Sr. tinha um histórico bem documentado de casos extraconjugais. Um envolveu Gloria Swanson no final da década de 1920. O padrão se manteve.
Mas correlação não é causalidade. Os cientistas sabem disso. O estudo checo sugeriu algo mais profundo. Apontou para a genética.
Pesquisas anteriores já haviam sinalizado isso. Um estudo de 2008 realizado na Suécia ganhou as manchetes. Identificou o alelo 334. Essa variação genética interfere na forma como o cérebro processa a vasopressina. A vasopressina ajuda na união de pares monogâmicos. Quando é interrompido, o compromisso fica instável.
Homens com duas cópias do alelo 334 tinham duas vezes mais probabilidade de enfrentar grandes crises de relacionamento. Os seus parceiros relataram os níveis de satisfação mais baixos. A biologia parecia estar trabalhando contra eles.
Depois veio o fator dopamina.
Dois anos depois, outra equipe de cientistas encontrou uma ligação com o gene do receptor D4 da dopamina. Este gene está ligado ao comportamento viciante. Uma variação, o alelo 7R+, reduz os receptores de dopamina no sistema de recompensa do cérebro.
Este mesmo alelo está ligado à assunção de riscos. Pense em gastos por impulso. Fumar. Promiscuidade.
Em estudos de infidelidade, homens com o alelo 7R+ relataram mais parceiros sexuais. Eles eram mais propensos a trapacear? Não necessariamente. Os homens 7R+ não eram mais propensos ao adultério do que aqueles com o alelo 7R- padrão.
Mas é aqui que tudo fica interessante.
Depois de cruzarem a linha, o fizeram com mais parceiros. A predisposição genética não forçou o ato. Amplificou a escala.
Os geneticistas são rápidos em moderar essas descobertas. Eles não querem que você pense que o DNA é uma bola de cristal.
Um estudo de 2010 do Hospital Saint Thomas, em Londres, analisou 1.600 pares de gêmeos femininos adultos. Eles descobriram que 38% do comportamento infiel poderia ser atribuído a genes herdáveis.
Esse número é importante. É significativo. Mas não é total.
Isso prova que trapaceiros predispostos não estão à mercê da vasopressina e do DNA que altera a dopamina. Fatores ambientais desempenham um papel enorme. A escolha pessoal é importante.
Não somos robôs programados pelos pecados dos nossos antepassados. Temos agência. Os genes podem carregar a arma. Mas puxamos o gatilho.
Ou não.
A ciência é confusa. Está incompleto. Aponta para vulnerabilidades biológicas, mas não chega ao destino.
Isso nos traz de volta à questão do controle. Se a biologia carrega a arma, o que determina se puxaremos o gatilho?
Não temos uma resposta final. Ainda não. A pesquisa continua evoluindo. Os dados mudam.
Mas uma coisa é clara. Compreender a biologia não elimina a responsabilidade. Isso apenas torna a escolha mais complicada.
Você pode conhecer sua história. Você pode conhecer sua química.
Isso não dita o seu futuro.
























